sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um céu de confiança.

   É como em um salto ao ar livre, um perigoso salto, sem proteção, sem paraquedas, quase sem ar e sem pensar você se atira. Como quem não teme a queda, alguém que não crê na gravidade, alguém com sede de adrenalina, alguém que não tem medo da possível dor, ou talvez alguém tão bem iludido nem à imagina.
  Então com uma simples e curta frase seu corpo toca o chão frio, você cai em si, e sem olhar envolta se arrepende, se critica, se irrita, sem nem considerar a hipótese de que aquilo talvez tenha sido o melhor pra você. Afinal aquele chão não dava ar de liberdade, não era tão perto do céu, NÃO ERA O CÉU, não tinha aves voando, era aparentemente muito ruim.
  Mas quando seca o rosto, destapa os olhos, vê que ali não há a liberdade de voar, mas existe a liberdade de escolher, não é tão perto do céu é verdade, mas com um pensamento você chega lá, e as aves?! No céu elas só voam mas fazem seus ninhos aqui, onde é mais seguro, pois o céu é lindo, mágico mas não é um lugar feio para se viver, não você, não agora pelo menos.
  Você aprende que aqui com os pés no chão e um sorriso se tem adrenalina também, e até mesmo o céu por alguns instantes, por que aqui há pessoas que te fazem voar sem sair do lugar, e o mais importante, antes que você salte de novo, ela te dará a mão e como proteção saltará ao seu lado, de mãos dadas com você. Apresentando-lhe o amor, o companheirismo e quando perceber você e ele estarão no mesmo paraquedas para que ele possa te apresentar a confiança.

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