quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A solução era simples, felinamente falando.



Quanto tempo você aguenta calado?Amando ou odiando, com segredos, conselhos ou aprendizados à doar, à se livrar, a esquecer...Vi-me presa, estressada, magoada e sufocada por meus próprios pensamentos, pela minha própria confusa e desligada cabeça a cada novo pensamento uma nova confusão se criava e novamente eu me enrolava como um felino brincando com o novelo de lã.Inicialmente parecia uma grande e divertida brincadeira, mas pouco tempo depois eu percebi que enroscada ali havia me perdido por entre as cordas, já não sabia como sair e cada vez mais irritada como um felino ameaçado eu já não sabia ser amigável.Tentei de várias formas me soltar, me afastei de alguns conhecidos, eu só queria me soltar...Com o tempo eu consegui afasta-los, mas não saí do novelo. Agora, eu o arrastava pela cidade enrolado em meus pés, ninguém mais o enxergava, mas eu ainda sentia as linhas roçando em meus tornozelos e ainda sim aquilo me incomodava. Eu já não sabia o que fazer...Até que durante uma leve espiada no espelho olhando o  brilho da Lua sorri e notei que meu sorriso tinha uma força que eu jamais havia percebido. Meus dentes afiados eram capazes de roer as cordas e me soltar. Eles sempre foram, mas só pude perceber quando parei de ceder minhas forças à dor e sorri.