quarta-feira, 22 de maio de 2013

A sorte dos pobres.



Há tanta gente no frio lá fora,
Gente que não sabe se espera a vida ou a morte,
Só sabem que demora,
E que dói,
Nesses casos quando a morte parece, é um refúgio,
Um lugar quente no inferno,
Reservado para pecadores que erraram,
Erraram em serem pobres?
Erraram por não serem ricos, nobres,
O abrigo da rua lhes abre portas, suicídio, homicídio, drogas,
A morte lhes dá abrigo,
Alguns acham que é sorte conhece-la logo,
Eles sedem e morrem,
Ninguém fica de luto,
Eles merecem a sorte de morrer
Mas não a sorte de ganhar um casaco velho que esta no fundo do seu armário,
Nem o dia do calendário interessa a eles,
Eles olham pra você e a policia vem te defender,
Passaram a noite fria de inverno na rua,
Com drogas na mão ele se iludia em um mundo diferente,
Você acha que a policia vai ter pena deles? Que vão cura-los?
Eu vi esse filme ontem,
Sabe como curaram eles?
Lhes deram a sorte dele,
A morte...



quarta-feira, 15 de maio de 2013

A estrela de esperança no céu nublado.


As vezes a saudade lhe transborda pelos olhos, 
As vezes à vejo sentar em frente ao portão com esperança nos olhos,
Ele nunca vem...
Tudo bem, talvez não seja hoje, 
Mas promete que amanhã ele vem?
Os adultos a olham com pena,''Ela ainda espera ele? Pobre pequena...’’
Todo dia ela sente falta dele,
Do tom da voz dele, 
Aquele abraço era quente, 
Ela confiava que ele nunca iria partir,
Todo dia no olhar da moça vejo uma criança,
Que sente falta da velha infância, 
Ah se ela soubesse que ele partiria,
Tanta coisa mudaria...
Eu a vejo acordar e a ouço exclamar saudade,
O coração dela não é tão rígido quanto parece
Ela só cansou de perder, 
De procurar e não achar,
De esperar e nunca vê-lo chegar,
Triste e desprotegida ela se fechou para a dor sarar,
Com falta de ar de tanto soluçar,

Eu a vejo afastar-se do portão com os olhos cheios d’água,
Não aguento mais ver tristeza naquele olhar,
Ela sabe que não há como ele voltar,
Teimosa ela nunca aceita, não se conforma,
Rejeita a ideia de tal forma que o imagina aqui,
Só a possibilidade já a faz sorrir,
Dorme como criança esperando ele entrar pela porta, 
Acho que vou ter que contar de novo a história da estrelinha,
Mas tenho medo que ela passe a noite na rua, sozinha,
Olhando o céu a procurar o rosto dele,
Ao dia ficaria triste sem estrelas,
A noite passará devagar pra ela que fica na agonia de encontra-lo,
Quando o Sol voltar ela ficará com o coração pequeno e o olhar cabisbaixo,
Sei que logo mais ela voltará ao portão,

Vai ser um tombo e tanto descobrir tal informação
Tenho que admitir minha filha não adianta esperar
Esperar tal milagre é em vão,
A viagem dele é só de ida, ele não volta não,
Com a partida dele você à de se conformar,
''Mãe se saudade sentir, no céu pode me enxergar...''
Eu não entendi fui dormir achando que ela estava confusa,
Foi um dia difícil,
Mas na manhã seguinte eu pude entender,
Como ela também não ei de me conformar,
Mas hoje eu sei,
Ela resolveu partir na intenção de o reencontrar...