terça-feira, 17 de julho de 2012

De olhos fechados eu só escrevi.



  Lembra-se de quando viu meus olhos brilharem? Agora eu quero que saiba que aquilo era reflexo da luz.  Por que na maioria das vezes que meus olhos brilharam você não podia ver...  Como naquela vez em que você deitou atrás de mim na cama e me abraçou. Ali meus olhos brilharam... Os dois doídos e magoados, mas ainda sim, um cuidará do outro.  Meus olhos brilharam com as lágrimas daquele dia em que você teve que me abraçar enquanto eu chorava inconformada com o ciclo da vida. Eu não falei, mas você viu a tristeza no meu olhar e me abraçou só me sentindo segura eu pude desmoronar.  
 Talvez seja a maior besteira do mundo falar tudo isso agora, e em questão de segundos eu vá me arrepender, mas pra quem faz besteira o tempo todo, não há de ser nada. Mas o que restou de todo aquele brilho? Será que se juntarmos os cacos de tudo, um pouco de cada um, ainda nos completamos? Não sei nem mais no que creio, pra resolver é só tentar, se abaixar e juntar. Porém quem se abaixará para junta-los?  E como vou saber se você quer juntar? Você juntaria? 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A brisa de quando anoitece...


  A noite vem e as escolhas à fazer vem a sua cabeça, simples de imaginar o porquê, afinal alguém que passa o dia inteiro agindo por puro impulso sem pensar um segundo, tende tirar a noite para refletir.  Pega o violão, os fones, o cão e se senta na varanda, toca olhando a Lua. Ela se perde entre o que pensa e o que imagina, o que quer que aconteça e o provável, entre as decepções e as saudades, sem se arrepender de nada.   Ela vai até sua cama e se rende a mais uma noite de sono, rezando para não sonhar com ninguém, ela deita e dorme sobre as fotos que sempre ficaram sobre a cama, sem pijama, sem nem ao menos tirar a maquiagem. Ela tem que descansar enquanto a saudade não reage, enquanto o impulso não aparece, enquanto ela não se entristece...