terça-feira, 25 de junho de 2013

A peça saiu de cartaz.













Nós nos encaixávamos, não com aquela vontade carnal,
Não com aquela maldade tipicamente humana e adulta,
Mas sim como em uma dança, com uma musica, éramos crianças,
Você me compreendia e entendia todo o meu teatro,
Eu montei aquele espetáculo,
Eu vesti um papel romântico que nunca foi meu,
E quando você começou a acreditar eu simplesmente sai,
Sai da cena, desci do palco e resolvi andar por ai,
Eu montei e acabei com o espetáculo,
Então como se sente menino mimado?
Perdido? Triste? Decepcionado ou irritado?
Acho que penas contrariado, assim que eu queria ver você,
Sem ter coragem de botar a cara na rua,
Ter de admitir que não me conhece,
Que não sou sua posse,
Por vezes me decepcionei com você,
Hoje só não espero mais nada,
Como no teatro dei a peça por encerrada,

Cansei de atuar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Suma!


Eu queria que você sumisse, simples assim, esquecer que você existe, fazer de conta que nunca te conheci, topa? Prometo que se te encontrar na rua não aceitarei um drink ou uma companhia na cafeteria. 
Se me ver, mesmo que ainda não tenha me esquecido, lembre-se do que agora lhe digo, não sente ao meu lado, nem ao menos me abane, e não se assuste se eu não demonstrar reação. Eu vou esquecer-te como um boneco velho, riscado, no fundo do armário, uma roupa que não serve mais.