A noite vem e as escolhas à fazer vem a sua
cabeça, simples de imaginar o porquê, afinal alguém que passa o dia inteiro
agindo por puro impulso sem pensar um segundo, tende tirar a noite para
refletir. Pega o violão, os fones, o cão e
se senta na varanda, toca olhando a Lua. Ela se perde entre o que pensa e o que
imagina, o que quer que aconteça e o provável, entre as decepções e as
saudades, sem se arrepender de nada. Ela vai até sua cama e se rende a mais uma noite de
sono, rezando para não sonhar com ninguém, ela deita e dorme sobre as fotos que
sempre ficaram sobre a cama, sem pijama, sem nem ao menos tirar a maquiagem. Ela tem que descansar enquanto a saudade não reage, enquanto o impulso não
aparece, enquanto ela não se entristece...

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